Data mundial alerta para importância da conscientização sobre incontinência urinária

Segundo estimativas, mais de 10 milhões de pessoas no Brasil sofrem com incontinência urinária. O problema, caracterizado pela perda involuntária de urina, afeta homens e mulheres de diferentes faixas etárias, comprometendo a qualidade de vida, a autoestima e até o convívio social. Para alertar as pessoas de que há formas de prevenir, tratar e minimizar esta condição, dia 14 de março foi estabelecido como o Dia mundial da conscientização sobre incontinência urinária.

Os enfermeiros estomaterapeutas têm importante papel na orientação e divulgação de informações, seja para prevenção ou tratamento. “Sabemos que a incontinência urinária tem influência muito negativa na vida dos pacientes, tanto no âmbito emocional, quanto sexual, social e psíquico. Nós ficamos atentos para identificar precocemente os fatores de risco que podem levar a incontinência urinária”, explica Marcela Reis Pedrasini Shimazaki, enfermeira estomaterapeuta associada da Associação Brasileira de Estomaterapia – Sobest. “Nosso papel é alertar as pessoas que perder xixi não é uma condição normal; precisamos melhorar nossa qualidade de vida, tanto mulheres como homens – homens que fazem cirurgia de próstata ou têm hiperplasia prostática benigna (HPB) podem ter incontinência por esforço”, complementa Marta Lira, também enfermeira estomaterapeuta associada a Sobest.

Além de ajudar o paciente na prevenção e realizar a avaliação da musculatura pélvica, o enfermeiro estomaterapeuta ensina o paciente a se conhecer, avaliando toda a estrutura, ensinando contração do ânus e da vagina. Depois, junto com a avaliação comportamental – que inclui ainda informação sobre a ingestão da quantidade necessária de líquidos e verificação da ocorrência de constipações – um dos fatores para incontinência –, o profissional indica terapias comportamentais para fortalecer a musculatura pélvica. “Nós podemos fazer biofeedback, que são exercícios que a paciente faz de contração e relaxamento do assoalho pélvico com aparelho conectado na região vaginal ou anal. Com a visualização de um gráfico é possível identificar a performance dessa musculatura e entender o problema, se o problema se relaciona ao esvaziamento da bexiga ou a necessidade de fortalecimento do assoalho pélvico, porque não consegue contrair a musculatura correta ou não consegue relaxar”.

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