Assistência domiciliar em tempos de pandemia

A assistência domiciliar é uma modalidade de cuidado integrada à Rede de Atenção à Saúde. Este tipo de serviço está disponível no Sistema Único de Saúde – SUS, com abordagens diferenciadas. Neste momento de pandemia, profissionais atuam em diversas frentes, contribuindo para evitar hospitalizações desnecessárias, acompanhando as altas hospitalares e, assim, desafogando as unidades de internação. O home care, como é conhecida a assistência domiciliar, também propicia que os pacientes atendidos não tenham que se deslocar até o hospital, ficando desta forma sujeitos à contaminação pelo coronavírus.

Devido às medidas de isolamento social, houve uma mudança na maneira de se realizar a assistência domiciliar. “Antes era uma atividade que envolvia muito a presença do profissional e agora isso teve que ser modificado. O monitoramento dos pacientes é feito de forma remota por teleconsulta, especialmente nos casos de pessoas com sintomatologia sugestiva de COVID-19”, ressalta o enfermeiro estomaterapeuta Edson Maruyama Diniz, integrante da diretoria da Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinências. Também é realizado trabalho de orientação, tanto dos pacientes como dos familiares e cuidadores, de modo a esclarecer dúvidas, transmitir segurança e auxiliá-los para a realização das atividades de cuidado.

É importante reforçar o uso das medidas de proteção e uso de Equipamentos de Proteção Individual - EPIs na atenção domiciliar. A lavagem de mãos com água e sabão é fundamental. Na ausência de sujidades visíveis, deve-se usar o álcool gel. “É recomendado o uso de máscaras aos profissionais que visitam as residências. Se possível, utilizar propés para minimizar a sujidade dos sapatos quando o profissional adentra a casa da pessoa; ou aconselha-se o uso de solução de hipoclorito para higienizar o calçado”, explica o enfermeiro.

Em pacientes com suspeita ou caso confirmado de COVID-19, recomenda-se, além da máscara de proteção o uso de aventais descartáveis, assim como seguir as orientações de precaução de contato e por gotículas. Os pacientes também devem utilizar máscara de proteção (cirúrgica ou tecido).  Ressalta-se que máscara N95 deve ser usada apenas por profissionais que vão realizar procedimentos que possam ter a formação de aerossóis, tais como intubação orotraqueal, aspiração de vias aéreas ou coletas de amostras naso e orofaríngeas.

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